quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Lendas do padock-Volvo 850 TWR

Está frio, muito frio. É o que devem dizer os habitantes do país de onde nos chega a lenda dos padocks de hoje. Já vos falei de um modelo do catálogo desta marca, mas hoje é especial, hoje vamos falar sobre o volvo 850 station e saloon que correram o BTCC, mais uma loucura volvo.
O ovlov de que vos falo hoje tem uma história muito interessante na sua origem, esta história começa quando o Vice-Presidente da volvo, Martin Rybeck, falou com a Steffansson Automotive (SAM) para projetar um protótipo para corrida, com base no 850. Quando a SAM foi buscar a carroçaria para o projeto apenas as 850 station estavam disponíveis para entrega, como o projeto não poderia ter qualquer atraso, a Volvo e SAM decidiram usar a carroçaria station. O potencial de marketing era enorme, mas se fosse um fracasso seria embaraçoso para a Volvo, visto em terras de sua majestade o que mais havia na altura eram 850, formato autocarro.
Como este protótipo teve um desempenho muito bom em testes, a Volvo decidiu levar o projeto para o próximo nível a TWR, Tom Walkinshaw Racing, foi convidada a ter um olhar mais atento sobre a versão station como carro de corrida. Os peritos do desporto motorizado de TWR confirmaram que quando o peso fosse levado para o mínimo legal, não haveria uma diferença muito significativa entre o saloon e a station no circuito.
O 850 station foi equipado com um 20 válvulas de 2,0 litros de 5 cilindros em linha sem turbo, entregando 280bhp @ 8.500rpm. O carro era um tração frontal (FWD) e tinha caixa de 6 velocidades sequencial. Os travões foram todos discos ventilados, fornecidos pela Brembo (que também forneceu as pinças de travão). As rodas são da OZ (18 polegadas) e os pneus foram fornecidos pela Dunlop.

A temporada 1994 não foi má de todo. A Volvo terminou em sexto lugar no Campeonato de Construtores no BTCC essa temporada. O carro fazia muito bem curvas de alta velocidade, mas em curvas lentas havia uma falta de aderência e tração, causada pelo equilíbrio de peso estranho do carro.
Em 1995, as regras relativas a conceção dos carros de BTCC foram alteradas. Desde a temporada de 1995, foram autorizados o uso de asas frontais e traseiras, mas essas asas não foram autorizados a passar o para-choques traseiro ou ser maior do que o tejadilho. Estes novos regulamentos só permitiram ha Volvo usar um 850 saloon em vez do 850 station. A temporada de BTCC 1995 foi muito melhor que 1994 para a Volvo, Rydell sacou várias pole positions e venceu quatro corridas! Foi uma temporada muito boa.



















Em 1996, o nome da equipe foi alterada de Volvo 850 Racing para TWR / Volvo 850 Racing. Além do novo nome da equipa havia algumas outras pequenas mudanças: Michelin foi o novo fornecedor de pneus e as jantes OZ foram substituídas por BBS (o tamanho passou de 18 polegadas a 19 polegadas). Os travões dianteiros (discos e pinças) foram alteradas da Brembo para a AP e O sistema de direção foi mudado para uma nova versão feita pela TWR. Nessse ano Rickard Rydell sacou 5 pole positions e venceu quatro corridas, o que lhe valeu um terceiro lugar na classificação final (194 pontos). A TWR / Volvo 850 Corrida conseguiu também terminar em terceiro lugar no Mundial de Construtores.
Este e sem duvida um grande marco para a volvo, e para o desporto automóvel em geral, penso que seja a única marca que correu no BTCC com uma station, imaginem um carro desenhado para a esposa ir as compras e para levar os miúdos a escola transformado num carro de corrida… mas a verdade é que a volvo o fez, é fez muitíssimo bem, recordo com saudosismo o tempo em que estas maquinas corriam, quase sempre sem o para choques traseiro, nos circuitos do BTCC. É que seja station ou saloon ninguém espera ver um volvo a correr no BTCC, ou em qualquer outro lado, no entanto a volvo já fez isto por duas vezes, com a serie 200 e com o 850, e tanto um como outro marcaram sem dúvida os campeonatos correram.



Hélder Teixeira, no Vicio dos Carros











terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ícones dos nossos tempos-Fiat Panda

Depois de ontem vos falar de um carro que nasceu muito antes de mim, hoje vou vos falar de um carro que me é contemporâneo, é um italiano feito para andar em cidade, robusto e muitíssimo multifacetado, tal foi a quantidade de versões que dele se fizeram. E um carro que a minha geração certamente recorda com algum carinho pois quase de certeza que alguma vez teve um encontro com um destes carros, sem mais demoras hoje vamos falar do Fiat panda.
 Mas comecemos pelo princípio, desenhado por Giorgetto Giugiaro, este carro surge comum objetivo, ser um carro barato, em quase todos os carros que ousaram usar este conceito de design foram carros vencedores, Giugiaro desenhou este carro a pensar no povo, e a história repetiu-se tal como aconteceu no 2cv, no carrocha, Renault 4 entre outros, foi um êxito que ainda hoje e reconhecido por todos, tal é o carisma que o panda tem.


Pensado para ser um carro fácil de manter, ágil e de custos reduzidos, o Fiat panda partilha grande parte da sua mecânica com outros modelos Fiat, nomeadamente o uno, o 127, e em alguns casos o 2 cilindros do 126 também é usado.
Este carro teve um sem número de versões, das listas mais extensas que conheço, temos variantes de motor, que podem ir dos mais normais 750cc ate aos 1.1 fire, Versões 4x4, cabriolets, van e versões de preparadores independentes.


















Esta constante mutação fez desta versátil plataforma um verdadeiro carro de entusiasta, que ainda nos dias de hoje podemos ver a competir em provas de rally e em expedições fora de estrada, tal é a sua robustez e facilidade de condução. E na minha opinião é aqui que esta o segredo do panda, a sua condução é agradável, todos sabemos que é um citadino, mas e um citadino com caracter que nos permitiu ir para todo o lado, desde as praias ate aos passeios pelo campo, em que depois vinha o carro completamente coberto de lama. Esta é para mim a mais-valia do panda, e é por isso que eu o coloco como um ícone, é por ter trazido novos mundos ao mundo da minha geração, foi para alguns de nos o veículo da nossa independência, o nosso companheiro de estrada, de aventuras e desventuras, e por isso ganhou um lugar no coração dos entusiastas.
 


















Em suma é um panda, e ficara para a história pelos momentos de descontração que muitos terão passado com eles, um carro para todas as ocasiões que por direito próprio, vendeu mais de 4 milhões de unidades, deixou gravado o seu nome na história automobilística. 

Helder Teixeira, no Vício dos Carros


 















segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ícones dos nosso tempos-Peugeot 404

Para começar a semana vamos falar sobre um carro que na minha opinião marca a sua época pelo estilo moderno. Um carro que deu há Peugeot um relançamento no mercado dos familiares. Falo-vos de um francês com ascendência italiana, o Peugeot 404.
O Peugeot 404 e um modelo da Peugeot dos anos 60, que na minha opinião veio mostrar ao mundo numa altura em que o diesel era para camiões, e nem todos, o que um motor diesel podia fazer, mas irei falar sobre isso mais tarde, primeiro o mérito para parte que certamente mais enche as medidas aos que tal como eu apreciam um bom design, digamos que para mim neste modelo acertaram em cheio, nas doses de sexyness da sua imagem.
Desenhado por um senhor italiano de seu nome Pininfarina, este modelo francês, transpira sexyness, até na sua forma mais rude, o formato pick-up, no entanto tem as versões coupé e cabrio são a expressão máxima das bonitas linhas deste modelo.
Em Dezembro de 1965 depois de testar o coupé a motor magazine tem como título do artigo sobre o 404 o seguinte, "A First Class Job", e o resto do artigo prossegue o elogio ao modelo em questão, destacando o notável desempenho e beleza do carro.
E realmente quer nas versões familiares quer nas coupe as mecânicas gasolina tinham um bom desempenho, mas este modelo tem na mecânica diesel a sua mais-valia, não são raros os que ainda vemos a sobreviver depois de uma vida de trabalho.











A par da Mercedes, a Peugeot com este modelo foi pioneira no desenvolvimento de tecnologias diesel. No entanto os gauleses levaram esta rivalidade um degrau acima, Os franceses simplesmente queriam bater recordes mundiais para motores a diesel, por isso, construíram um 404 protótipo e levaram-no a passear para o autódromo de Montlhery. Em junho, alimentado por um motor de 2163 cc, o carro completou um 5,000 km de execução em uma média de 159 km\h. No mês seguinte, eles voltaram com um motor de 1948 cc para um passeio de 11,000 km a 160 km\h. No geral, a Peugeot conseguiu bater 40 novos recordes e provar que sua tecnologia diesel poderia superar a Mercedes -Benz.
Graças a estes recordes e não só o 404 desfrutou de uma reputação de elevada durabilidade e fiabilidade, lembro que este modelo foi bastante popular como táxi na sua altura, em pequeno tive vários mas de brincar. A produção do Peugeot 404 foi de 1.847.568 terminados em 1975 e um total de 2.885.374 unidades foram produzidas em todo o mundo no final de produção.
Deixo-vos com algumas fotos de mais este popular gaulês, e também alguns projetos artísticos que me pareceram interessantes, fica a sugestão.


Helder Teixeira, no vicio dos carros.