terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ícones dos nossos tempos-Fiat Panda

Depois de ontem vos falar de um carro que nasceu muito antes de mim, hoje vou vos falar de um carro que me é contemporâneo, é um italiano feito para andar em cidade, robusto e muitíssimo multifacetado, tal foi a quantidade de versões que dele se fizeram. E um carro que a minha geração certamente recorda com algum carinho pois quase de certeza que alguma vez teve um encontro com um destes carros, sem mais demoras hoje vamos falar do Fiat panda.
 Mas comecemos pelo princípio, desenhado por Giorgetto Giugiaro, este carro surge comum objetivo, ser um carro barato, em quase todos os carros que ousaram usar este conceito de design foram carros vencedores, Giugiaro desenhou este carro a pensar no povo, e a história repetiu-se tal como aconteceu no 2cv, no carrocha, Renault 4 entre outros, foi um êxito que ainda hoje e reconhecido por todos, tal é o carisma que o panda tem.


Pensado para ser um carro fácil de manter, ágil e de custos reduzidos, o Fiat panda partilha grande parte da sua mecânica com outros modelos Fiat, nomeadamente o uno, o 127, e em alguns casos o 2 cilindros do 126 também é usado.
Este carro teve um sem número de versões, das listas mais extensas que conheço, temos variantes de motor, que podem ir dos mais normais 750cc ate aos 1.1 fire, Versões 4x4, cabriolets, van e versões de preparadores independentes.


















Esta constante mutação fez desta versátil plataforma um verdadeiro carro de entusiasta, que ainda nos dias de hoje podemos ver a competir em provas de rally e em expedições fora de estrada, tal é a sua robustez e facilidade de condução. E na minha opinião é aqui que esta o segredo do panda, a sua condução é agradável, todos sabemos que é um citadino, mas e um citadino com caracter que nos permitiu ir para todo o lado, desde as praias ate aos passeios pelo campo, em que depois vinha o carro completamente coberto de lama. Esta é para mim a mais-valia do panda, e é por isso que eu o coloco como um ícone, é por ter trazido novos mundos ao mundo da minha geração, foi para alguns de nos o veículo da nossa independência, o nosso companheiro de estrada, de aventuras e desventuras, e por isso ganhou um lugar no coração dos entusiastas.
 


















Em suma é um panda, e ficara para a história pelos momentos de descontração que muitos terão passado com eles, um carro para todas as ocasiões que por direito próprio, vendeu mais de 4 milhões de unidades, deixou gravado o seu nome na história automobilística. 

Helder Teixeira, no Vício dos Carros


 















segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ícones dos nosso tempos-Peugeot 404

Para começar a semana vamos falar sobre um carro que na minha opinião marca a sua época pelo estilo moderno. Um carro que deu há Peugeot um relançamento no mercado dos familiares. Falo-vos de um francês com ascendência italiana, o Peugeot 404.
O Peugeot 404 e um modelo da Peugeot dos anos 60, que na minha opinião veio mostrar ao mundo numa altura em que o diesel era para camiões, e nem todos, o que um motor diesel podia fazer, mas irei falar sobre isso mais tarde, primeiro o mérito para parte que certamente mais enche as medidas aos que tal como eu apreciam um bom design, digamos que para mim neste modelo acertaram em cheio, nas doses de sexyness da sua imagem.
Desenhado por um senhor italiano de seu nome Pininfarina, este modelo francês, transpira sexyness, até na sua forma mais rude, o formato pick-up, no entanto tem as versões coupé e cabrio são a expressão máxima das bonitas linhas deste modelo.
Em Dezembro de 1965 depois de testar o coupé a motor magazine tem como título do artigo sobre o 404 o seguinte, "A First Class Job", e o resto do artigo prossegue o elogio ao modelo em questão, destacando o notável desempenho e beleza do carro.
E realmente quer nas versões familiares quer nas coupe as mecânicas gasolina tinham um bom desempenho, mas este modelo tem na mecânica diesel a sua mais-valia, não são raros os que ainda vemos a sobreviver depois de uma vida de trabalho.











A par da Mercedes, a Peugeot com este modelo foi pioneira no desenvolvimento de tecnologias diesel. No entanto os gauleses levaram esta rivalidade um degrau acima, Os franceses simplesmente queriam bater recordes mundiais para motores a diesel, por isso, construíram um 404 protótipo e levaram-no a passear para o autódromo de Montlhery. Em junho, alimentado por um motor de 2163 cc, o carro completou um 5,000 km de execução em uma média de 159 km\h. No mês seguinte, eles voltaram com um motor de 1948 cc para um passeio de 11,000 km a 160 km\h. No geral, a Peugeot conseguiu bater 40 novos recordes e provar que sua tecnologia diesel poderia superar a Mercedes -Benz.
Graças a estes recordes e não só o 404 desfrutou de uma reputação de elevada durabilidade e fiabilidade, lembro que este modelo foi bastante popular como táxi na sua altura, em pequeno tive vários mas de brincar. A produção do Peugeot 404 foi de 1.847.568 terminados em 1975 e um total de 2.885.374 unidades foram produzidas em todo o mundo no final de produção.
Deixo-vos com algumas fotos de mais este popular gaulês, e também alguns projetos artísticos que me pareceram interessantes, fica a sugestão.


Helder Teixeira, no vicio dos carros.






















sábado, 22 de novembro de 2014

Lendas do padock- Jaguar XJS TWR

Hoje nas lendas do padock vamos falar de um grande felino, um daqueles carros que quando olhamos para ele nos faz lembrar tudo menos um carro de corrida, falo-vos do Jaguar XJS.

Em 1982 a equipa TWR de Tom Walkinshaw entrou no European Touring Car Championship com dois v12 da Jaguar, construídos mediante regras de Carros de Turismo da FIA. O XJS ganhou sua primeira corrida naquela temporada, quando Walkinshaw e Chuck Nicholson ganharam o XIV Grande Premio Brno, os Jags simplesmente aniquilaram o restante pelotão provando ser muito rápido para os seus rivais BMW e Alfa Romeo. Walkinshaw qualificou o seu Jag 05:37 segundos mais rápido do que qualquer outra pessoa nos 10,925 km do Circuito de Brno, pensem bem quase 6 seg, dava para beber uma cerveja entre a passagem do Jag e o restante pelotão. Nesta versão de 82, o motor V12 de 5344cc tinha uma preparação que lhe permitia alcançar tão somente 375cv as 6000 rpm, pouquinho não? Pensem assim, são mais de 100cv sobre qualquer um dos adversários, neste primeiro ano venceu Brno, Nurburgring, Silverstone e em Zolder
 Depois de mais vitórias para a equipa Jaguar em 1983,com o seu piloto acabar em segundo lugar no campeonato os Jaguars TWR eram os carros a bater no ETCC, em 84 Walkinshaw ganha o campeonato de pilotos 1984 no ETCC. Durante a temporada do campeonato a equipe TWR Jaguar também ganhou o prestigiosa corrida de 24 Horas de Spa com um XJS conduzido por Walkinshaw, Hans Heyer e Win Percy, provando não só a velocidade dos carros, mas a confiabilidade do motor V12 de 5,3 litros que na sua versão final tinha somente 450cv as 7300 rpm, um colosso na sua época.
Mas a história do XJS não acaba aqui, Walkinshaw em 84 foi convidado a correr a James Hardie 1000 no circuito de Mount Panorama em Bathurst, na Austrália. Fez equipa num xjs desenvolvido para grupo c australiano com o australiano Jonh Goss. Walkinshaw qualificou o V12 Jag e 7º lugar provisório, com um 2: 16:09 nos 6,172 km do circuito, registrando 290 km/h nos 2 km de comprimento da Conrod. Mas na partida teve problemas de caixa e foi empurrado violentamente por um Z28, e ficou por ai. O escocês estava determinado a voltar em 1985 e ganhar a corrida na primeira temporada do Grupo A na Austrália e, em 1985, os três Jaguar TWR XJS foram retirados da reforma e enviados para a James Hardie 1000. Os carros foram claramente a classe do pelotão, terminando em primeiro, heróis Hardie, (Walkinshaw / Percy nº 8), segundo (Jeff Allam / Ron Dickson nº 9) e sexto (Goss / Armin Hahne nº 10). Desta vez, os grandes felinos saíram da linha de partida e Walkinshaw e Percy dominaram a maior parte da corrida, só perdendo a liderança para o carro Goss / Hahne durante pit stops. Ou seja nunca saíram da liderança.

Uma lenda no seu tempo este jaguar marcou a sua época pelo poder do seu v12, fazia lembrar um trovão há sua passagem. Era bruto até ao ponto de ser socialmente inaceitável, era muito mais poderoso que todos os outros, era tudo aquilo que não era suposto ser, em suma era um cavalheiro inglês transformado no mais duro hooligan, é um dos exemplos de que o poder de fogo faz sempre a diferença.