segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ícones dos nosso tempos-Peugeot 404

Para começar a semana vamos falar sobre um carro que na minha opinião marca a sua época pelo estilo moderno. Um carro que deu há Peugeot um relançamento no mercado dos familiares. Falo-vos de um francês com ascendência italiana, o Peugeot 404.
O Peugeot 404 e um modelo da Peugeot dos anos 60, que na minha opinião veio mostrar ao mundo numa altura em que o diesel era para camiões, e nem todos, o que um motor diesel podia fazer, mas irei falar sobre isso mais tarde, primeiro o mérito para parte que certamente mais enche as medidas aos que tal como eu apreciam um bom design, digamos que para mim neste modelo acertaram em cheio, nas doses de sexyness da sua imagem.
Desenhado por um senhor italiano de seu nome Pininfarina, este modelo francês, transpira sexyness, até na sua forma mais rude, o formato pick-up, no entanto tem as versões coupé e cabrio são a expressão máxima das bonitas linhas deste modelo.
Em Dezembro de 1965 depois de testar o coupé a motor magazine tem como título do artigo sobre o 404 o seguinte, "A First Class Job", e o resto do artigo prossegue o elogio ao modelo em questão, destacando o notável desempenho e beleza do carro.
E realmente quer nas versões familiares quer nas coupe as mecânicas gasolina tinham um bom desempenho, mas este modelo tem na mecânica diesel a sua mais-valia, não são raros os que ainda vemos a sobreviver depois de uma vida de trabalho.











A par da Mercedes, a Peugeot com este modelo foi pioneira no desenvolvimento de tecnologias diesel. No entanto os gauleses levaram esta rivalidade um degrau acima, Os franceses simplesmente queriam bater recordes mundiais para motores a diesel, por isso, construíram um 404 protótipo e levaram-no a passear para o autódromo de Montlhery. Em junho, alimentado por um motor de 2163 cc, o carro completou um 5,000 km de execução em uma média de 159 km\h. No mês seguinte, eles voltaram com um motor de 1948 cc para um passeio de 11,000 km a 160 km\h. No geral, a Peugeot conseguiu bater 40 novos recordes e provar que sua tecnologia diesel poderia superar a Mercedes -Benz.
Graças a estes recordes e não só o 404 desfrutou de uma reputação de elevada durabilidade e fiabilidade, lembro que este modelo foi bastante popular como táxi na sua altura, em pequeno tive vários mas de brincar. A produção do Peugeot 404 foi de 1.847.568 terminados em 1975 e um total de 2.885.374 unidades foram produzidas em todo o mundo no final de produção.
Deixo-vos com algumas fotos de mais este popular gaulês, e também alguns projetos artísticos que me pareceram interessantes, fica a sugestão.


Helder Teixeira, no vicio dos carros.






















sábado, 22 de novembro de 2014

Lendas do padock- Jaguar XJS TWR

Hoje nas lendas do padock vamos falar de um grande felino, um daqueles carros que quando olhamos para ele nos faz lembrar tudo menos um carro de corrida, falo-vos do Jaguar XJS.

Em 1982 a equipa TWR de Tom Walkinshaw entrou no European Touring Car Championship com dois v12 da Jaguar, construídos mediante regras de Carros de Turismo da FIA. O XJS ganhou sua primeira corrida naquela temporada, quando Walkinshaw e Chuck Nicholson ganharam o XIV Grande Premio Brno, os Jags simplesmente aniquilaram o restante pelotão provando ser muito rápido para os seus rivais BMW e Alfa Romeo. Walkinshaw qualificou o seu Jag 05:37 segundos mais rápido do que qualquer outra pessoa nos 10,925 km do Circuito de Brno, pensem bem quase 6 seg, dava para beber uma cerveja entre a passagem do Jag e o restante pelotão. Nesta versão de 82, o motor V12 de 5344cc tinha uma preparação que lhe permitia alcançar tão somente 375cv as 6000 rpm, pouquinho não? Pensem assim, são mais de 100cv sobre qualquer um dos adversários, neste primeiro ano venceu Brno, Nurburgring, Silverstone e em Zolder
 Depois de mais vitórias para a equipa Jaguar em 1983,com o seu piloto acabar em segundo lugar no campeonato os Jaguars TWR eram os carros a bater no ETCC, em 84 Walkinshaw ganha o campeonato de pilotos 1984 no ETCC. Durante a temporada do campeonato a equipe TWR Jaguar também ganhou o prestigiosa corrida de 24 Horas de Spa com um XJS conduzido por Walkinshaw, Hans Heyer e Win Percy, provando não só a velocidade dos carros, mas a confiabilidade do motor V12 de 5,3 litros que na sua versão final tinha somente 450cv as 7300 rpm, um colosso na sua época.
Mas a história do XJS não acaba aqui, Walkinshaw em 84 foi convidado a correr a James Hardie 1000 no circuito de Mount Panorama em Bathurst, na Austrália. Fez equipa num xjs desenvolvido para grupo c australiano com o australiano Jonh Goss. Walkinshaw qualificou o V12 Jag e 7º lugar provisório, com um 2: 16:09 nos 6,172 km do circuito, registrando 290 km/h nos 2 km de comprimento da Conrod. Mas na partida teve problemas de caixa e foi empurrado violentamente por um Z28, e ficou por ai. O escocês estava determinado a voltar em 1985 e ganhar a corrida na primeira temporada do Grupo A na Austrália e, em 1985, os três Jaguar TWR XJS foram retirados da reforma e enviados para a James Hardie 1000. Os carros foram claramente a classe do pelotão, terminando em primeiro, heróis Hardie, (Walkinshaw / Percy nº 8), segundo (Jeff Allam / Ron Dickson nº 9) e sexto (Goss / Armin Hahne nº 10). Desta vez, os grandes felinos saíram da linha de partida e Walkinshaw e Percy dominaram a maior parte da corrida, só perdendo a liderança para o carro Goss / Hahne durante pit stops. Ou seja nunca saíram da liderança.

Uma lenda no seu tempo este jaguar marcou a sua época pelo poder do seu v12, fazia lembrar um trovão há sua passagem. Era bruto até ao ponto de ser socialmente inaceitável, era muito mais poderoso que todos os outros, era tudo aquilo que não era suposto ser, em suma era um cavalheiro inglês transformado no mais duro hooligan, é um dos exemplos de que o poder de fogo faz sempre a diferença.

















sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ícones dos nossos tempos-Ford Capri

Hoje no vicio vamos falar sobre um modelo do qual já vos apresentei uma preparação anteriormente, e um modelo da oval azul, que teve na sua ideia base, ou seja o alvo no que toca ao design, ser para o mercado europeu o que o mustang e para os estados unidos. Fala-vos, como já todos descobriram do Ford Capri, e na minha opinião acertaram no centro do alvo, no que toca ao conceito deste carro.
O Ford Capri tinha o tipo de imagem e estilo que apelou aos compradores no final da década de 1960 na Europa. Mais de 200 mil foram vendidos no primeiro ano, graças em grande parte ao clássico longo nariz, e traseira curta, tinha simplesmente muito estilo, e ser visto com ele enquanto jovens era sinal que haveria festa durante alguma parte do dia.
 No entanto a identidade do estilista responsável pelas linhas do carro tem sido um mistério duradouro - até recentemente. Os créditos pertencem a Phil Clark, um nativo do Iowa que se formou na Pasadena Art Center College of Design , em 1958 , e passou a trabalhar para a Ford em 1962. Clark é conhecido como o criador do logotipo do Mustang, entre outros projetos. Mas só foi positivamente ligado ao Capri depois que sua filha, Holly Clark, começou a juntar os seus portfólios de arte e mostrou-os a um senhor chamado Norm Murdock, CEO do Ford Capri Hall of Fame.
Portanto não é de estranhar que este modelo seja diferente de tudo o que tinha a Ford Europa no seu catalogo. Considero que é uma injeção de testosterona, daquelas que fazem crescer cabelos no peito até as mulheres mais efeminadas. As linhas deste modelo são um hino aos sentidos, digamos que transmite uma sensação de estranheza no meio das pernas, leia-se joelhos, que ficam a tremer pelo ronronar deste bicho.
Em termos mecânicos não me vou alongar todos conhecemos o Capri, aqueles motores que mais me fascinam eu digo-vos quais são, são os Essex v4 e v6. E para mim chegavam estes para o Capri ser um carro de sonho, no entanto a Ford como marca de consumo teve que colocar outras versões a venda, o que permitiu fazer deste carro um ícone de estilo nos anos da sua produção e seguintes, melhor será dizer até aos dias de hoje.
O Essex V4 foi um motor de 60 ° V4 da Ford Motor Company feito na fábrica de Essex. O motor estava disponível em duas capacidades, 1663 cc e 1996 cc, diferindo apenas no curso. Estava disponível com um carburador duplo e outras modificações para aumentar o seu poder de fogo. No Ford Capri este motor foi montado para a 2000GT produzindo 92cv (94ps) a 5500rpm e 141 Nm de torque a 3600rpm, e um ronco do outro mundo.
O seu irmão mais musculado, o v6, foi produzido em duas capacidades principais, 2.5 L e 3.0 L, e foi equipado numa ampla gama de veículos, desde as Ford Transit até carros desportivos, o motor 3.0l tinha originalmente uma potência de 128 cv. Quando a taxa de compressão do motor foi melhorada o motor foi capaz de produzir 138cv, com uma proporção de 9: 1 de compressão, imaginem a margem de manobra que restava para os entusiastas trabalharem e fazerem monstros a partir destes carros.
 A versão 3.1 foi produzida para os Ford Capri RS 3100, mas apenas 248 exemplos deste modelo foram construídos. O Essex V6 também formou a base para o 3.4 L Cosworth  que, com o benefício de cabeça DOHC e injeção de combustível, gerava 462 cv a 9.000 rpm. Este motor foi utilizado na versão de corrida do RS Capri 3100, competindo com sucesso no Campeonato Europeu de Carros de Turismo.

Existem ainda algumas versões que ficam por falar, pelo que iremos voltar a falar deste ícone mais para frente de certeza. Ate lá, fiquem com as fotos e espero que gostem.