sábado, 22 de novembro de 2014

Lendas do padock- Jaguar XJS TWR

Hoje nas lendas do padock vamos falar de um grande felino, um daqueles carros que quando olhamos para ele nos faz lembrar tudo menos um carro de corrida, falo-vos do Jaguar XJS.

Em 1982 a equipa TWR de Tom Walkinshaw entrou no European Touring Car Championship com dois v12 da Jaguar, construídos mediante regras de Carros de Turismo da FIA. O XJS ganhou sua primeira corrida naquela temporada, quando Walkinshaw e Chuck Nicholson ganharam o XIV Grande Premio Brno, os Jags simplesmente aniquilaram o restante pelotão provando ser muito rápido para os seus rivais BMW e Alfa Romeo. Walkinshaw qualificou o seu Jag 05:37 segundos mais rápido do que qualquer outra pessoa nos 10,925 km do Circuito de Brno, pensem bem quase 6 seg, dava para beber uma cerveja entre a passagem do Jag e o restante pelotão. Nesta versão de 82, o motor V12 de 5344cc tinha uma preparação que lhe permitia alcançar tão somente 375cv as 6000 rpm, pouquinho não? Pensem assim, são mais de 100cv sobre qualquer um dos adversários, neste primeiro ano venceu Brno, Nurburgring, Silverstone e em Zolder
 Depois de mais vitórias para a equipa Jaguar em 1983,com o seu piloto acabar em segundo lugar no campeonato os Jaguars TWR eram os carros a bater no ETCC, em 84 Walkinshaw ganha o campeonato de pilotos 1984 no ETCC. Durante a temporada do campeonato a equipe TWR Jaguar também ganhou o prestigiosa corrida de 24 Horas de Spa com um XJS conduzido por Walkinshaw, Hans Heyer e Win Percy, provando não só a velocidade dos carros, mas a confiabilidade do motor V12 de 5,3 litros que na sua versão final tinha somente 450cv as 7300 rpm, um colosso na sua época.
Mas a história do XJS não acaba aqui, Walkinshaw em 84 foi convidado a correr a James Hardie 1000 no circuito de Mount Panorama em Bathurst, na Austrália. Fez equipa num xjs desenvolvido para grupo c australiano com o australiano Jonh Goss. Walkinshaw qualificou o V12 Jag e 7º lugar provisório, com um 2: 16:09 nos 6,172 km do circuito, registrando 290 km/h nos 2 km de comprimento da Conrod. Mas na partida teve problemas de caixa e foi empurrado violentamente por um Z28, e ficou por ai. O escocês estava determinado a voltar em 1985 e ganhar a corrida na primeira temporada do Grupo A na Austrália e, em 1985, os três Jaguar TWR XJS foram retirados da reforma e enviados para a James Hardie 1000. Os carros foram claramente a classe do pelotão, terminando em primeiro, heróis Hardie, (Walkinshaw / Percy nº 8), segundo (Jeff Allam / Ron Dickson nº 9) e sexto (Goss / Armin Hahne nº 10). Desta vez, os grandes felinos saíram da linha de partida e Walkinshaw e Percy dominaram a maior parte da corrida, só perdendo a liderança para o carro Goss / Hahne durante pit stops. Ou seja nunca saíram da liderança.

Uma lenda no seu tempo este jaguar marcou a sua época pelo poder do seu v12, fazia lembrar um trovão há sua passagem. Era bruto até ao ponto de ser socialmente inaceitável, era muito mais poderoso que todos os outros, era tudo aquilo que não era suposto ser, em suma era um cavalheiro inglês transformado no mais duro hooligan, é um dos exemplos de que o poder de fogo faz sempre a diferença.

















sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Ícones dos nossos tempos-Ford Capri

Hoje no vicio vamos falar sobre um modelo do qual já vos apresentei uma preparação anteriormente, e um modelo da oval azul, que teve na sua ideia base, ou seja o alvo no que toca ao design, ser para o mercado europeu o que o mustang e para os estados unidos. Fala-vos, como já todos descobriram do Ford Capri, e na minha opinião acertaram no centro do alvo, no que toca ao conceito deste carro.
O Ford Capri tinha o tipo de imagem e estilo que apelou aos compradores no final da década de 1960 na Europa. Mais de 200 mil foram vendidos no primeiro ano, graças em grande parte ao clássico longo nariz, e traseira curta, tinha simplesmente muito estilo, e ser visto com ele enquanto jovens era sinal que haveria festa durante alguma parte do dia.
 No entanto a identidade do estilista responsável pelas linhas do carro tem sido um mistério duradouro - até recentemente. Os créditos pertencem a Phil Clark, um nativo do Iowa que se formou na Pasadena Art Center College of Design , em 1958 , e passou a trabalhar para a Ford em 1962. Clark é conhecido como o criador do logotipo do Mustang, entre outros projetos. Mas só foi positivamente ligado ao Capri depois que sua filha, Holly Clark, começou a juntar os seus portfólios de arte e mostrou-os a um senhor chamado Norm Murdock, CEO do Ford Capri Hall of Fame.
Portanto não é de estranhar que este modelo seja diferente de tudo o que tinha a Ford Europa no seu catalogo. Considero que é uma injeção de testosterona, daquelas que fazem crescer cabelos no peito até as mulheres mais efeminadas. As linhas deste modelo são um hino aos sentidos, digamos que transmite uma sensação de estranheza no meio das pernas, leia-se joelhos, que ficam a tremer pelo ronronar deste bicho.
Em termos mecânicos não me vou alongar todos conhecemos o Capri, aqueles motores que mais me fascinam eu digo-vos quais são, são os Essex v4 e v6. E para mim chegavam estes para o Capri ser um carro de sonho, no entanto a Ford como marca de consumo teve que colocar outras versões a venda, o que permitiu fazer deste carro um ícone de estilo nos anos da sua produção e seguintes, melhor será dizer até aos dias de hoje.
O Essex V4 foi um motor de 60 ° V4 da Ford Motor Company feito na fábrica de Essex. O motor estava disponível em duas capacidades, 1663 cc e 1996 cc, diferindo apenas no curso. Estava disponível com um carburador duplo e outras modificações para aumentar o seu poder de fogo. No Ford Capri este motor foi montado para a 2000GT produzindo 92cv (94ps) a 5500rpm e 141 Nm de torque a 3600rpm, e um ronco do outro mundo.
O seu irmão mais musculado, o v6, foi produzido em duas capacidades principais, 2.5 L e 3.0 L, e foi equipado numa ampla gama de veículos, desde as Ford Transit até carros desportivos, o motor 3.0l tinha originalmente uma potência de 128 cv. Quando a taxa de compressão do motor foi melhorada o motor foi capaz de produzir 138cv, com uma proporção de 9: 1 de compressão, imaginem a margem de manobra que restava para os entusiastas trabalharem e fazerem monstros a partir destes carros.
 A versão 3.1 foi produzida para os Ford Capri RS 3100, mas apenas 248 exemplos deste modelo foram construídos. O Essex V6 também formou a base para o 3.4 L Cosworth  que, com o benefício de cabeça DOHC e injeção de combustível, gerava 462 cv a 9.000 rpm. Este motor foi utilizado na versão de corrida do RS Capri 3100, competindo com sucesso no Campeonato Europeu de Carros de Turismo.

Existem ainda algumas versões que ficam por falar, pelo que iremos voltar a falar deste ícone mais para frente de certeza. Ate lá, fiquem com as fotos e espero que gostem.















quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ícones dos nossos tempos-Toyota Corolla ke20

Hoje nos ícones vamos voltar a falar da cultura automobilística japonesa dos anos 70, desta vez com o incrivelmente popular Toyota Corolla ke20.
Este modelo na altura em que saiu consegui a proeza de ser o segundo carro mais vendido do mundo, se isto não faz dele um ícone instantâneo, não sei o que fara. É de facto um carro extremamente pratico e com muita pinta, o que faz com que facilmente se perceba o porque do estrondoso sucesso de vendas, basta olhar para ele, é mesmo muito bonito e com umas linhas fantásticas.














Produzido em Portugal pela salvador caetano este Toyota tem nos últimos anos conquistado o coração de muitos entusiastas, que tal como eu, gostam da pinta arrojada destes carros, é daqueles carros que com muito pouca coisa fica com uma pinta genial de corredor puro e duro, daqueles que só com um olhar matam, fica de revista e pronto. A fábrica de Ovar da Salvador Caetano montou perto de 40.000 unidades desta geração. Para além das unidades nacionais, foram comercializadas também modelos de 1970 e 1971 feitos no Japão.
Em Portugal a carroçaria coupé apenas foi comercializada na versão KE25, com estética Levin, com os motores 1166cc 3K-H e 3K-B e nas versões Deluxe, SL e SR. O motor 3K-H debitava 55cv  e o 3K-B 75cv , as diferenças entre estes motores são, em termos gerais, a cabeça do motor e o coletor de admissão duplo para dois carburadores duplos na versão 3K-B. A letra "B" significa que é um motor com dois carburadores.
Tendo em conta os valores de prestações dos motores comercializados em Portugal, temos facilmente a percepção que este Corolla mexia-se bem. O seu desempenho dinâmico também não era nada mau, motivo pelo qual nos, os entusiastas, sempre nos sentimos atraídos para este modelo, as suas características estéticas e mecânicas sempre foram muito apelativas.
Eu confesso-me um fã deste modelo em todas as suas versões, seja sedam, carrinha e especialmente o coupé são na minha opinião um dos carros mais inspirados no que toca aos veículos de produção massiva nos anos 70, apenas lamento que em Portugal não se tenha comercializado o portento desta serie da Toyota o te27, com o fantástico 2t-g a produzir de serie 115cv, enfim uma pena. Deixo-vos com algumas imagens deste belo modelo dos anos 70, espero que gostem e apreciem este belo modelo dos anos de ouro do automobilismo em Portugal.